Sacaneado pelos amigos por não ser um exemplo de virilidade, o homem beta ganha a simpatia feminina com seus predicados.
Ele é atencioso, carinhoso, não é ciumento e não reclama se você chega tarde da happy hour com as amigas. Para completar, depois do filme acompanhado de brigadeiro de panela, é ele quem enfrenta a esponja e o detergente.
Pois bem, trata-se do homem beta, um novo rótulo para a figura masculina moderna. A denominação é oriunda do alfabeto grego, no qual a segunda letra, o beta, é voltado ao mundo das emoções. Assim, o homem beta é mais sensível e não se simpatiza com os jogos de poder masculinos, enquanto o macho alfa, primeira letra do alfabeto grego, tem o papel de líder valente, caçador e conquistador das fêmeas do bando.
Na prática, o homem beta gosta de falar dos sentimentos e não tem necessidade de ser o melhor em tudo.
Definitivamente, ele é avesso à ideologia machista, não tem vergonha de seu lado sensível e exerce atividades que, antigamente, eram da competência das mulheres. Ao contrário do homem alfa, másculo e agressivo, o beta é um homem mais colaborativo que competitivo.
Seja na esfera social, econômica ou profissional, a mulher invadiu áreas antes, dominadas pelos homens. Em contrapartida, a tendência é que o universo masculino comece a assimilar tarefas e comportamentos tidos como femininos.
Para não criar nenhum clima de disputa e competitividade neste processo, a psicóloga Maria Helena Alcântara Lisboa, vice-presidente do Projeto Mulheres Inteligentes, ressalta que "o mais importante numa relação a dois é o respeito, que deve existir entre ambas as partes".
Características do homem beta: Não tem medo de pedir perdão, contraria a máxima de que "homem não chora", cozinha, lava louça e arruma a casa.
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