segunda-feira, 22 de julho de 2024

Dogging

Sexo em público com desconhecidos: o que é dogging, quais são as regras e como identificar praticantes

Conhecido por acontecer em praças e estacionamentos públicos, o fetiche mistura voyeurismo e exibicionismo e atrai tanto pessoas solteiras quanto casais.

Fazer sexo em público e com pessoas desconhecidas pode parecer coisa de outro mundo - ou no Brasil, quem sabe, uma aventura de Carnaval. Mas não é: no mundo todo, existem diversas pessoas adeptas do dogging, um fetiche em que pessoas transam em locais abertos e podem ser observadas por pessoas desconhecidas.

Comumente, o dogging é praticado em estacionamentos e parques - inclusive no Brasil - em horários alternativos, e atrai tanto pessoas solteiras quanto casais em busca de novas aventuras sexuais. Enquanto um casal transa em carros - podendo ou não que pessoas desconhecidas se juntem - , outras pessoas podem aparecer ao redor para assistir e se masturbar. É uma mescla perfeita para quem tem fantasias com o exibicionismo e o voyeurismo.

Em 2018, a jornalista e adepta Madalena Xavier conta em detalhes como conheceu o dogging e como se sentiu ao experimentar o fetiche ao lado do marido. “Me senti num campo de futebol cercada por uma torcida que vibrava com o jogo a que assistia. Na minha cabeça foi como um golaço: gozei e me pareceu que todos aqueles homens tinham gozado comigo. Ou melhor, para mim. Virei fã.” Depois de ler mais sobre o dogging.

 

Onde e quando surgiu o dogging?

O dogging como é conhecido hoje teve origem na década de 1970 na Inglaterra. Antes, transar com desconhecidos em vias públicas tinha o nome de cruising, e era uma prática mais restrita a homens gays, bissexuais ou héteros que se relacionam com homens. A grande diferença entre o cruising (que ainda é praticado) e o dogging é que a segunda nomenclatura abarca pessoas heterossexuais, à medida que esse público foi se tornando mais adepto.

Não há um consenso de onde foi que esse termo surgiu. Mas há duas hipóteses: a primeira é ligada aos cachorros, quando decidem fazer sexo livremente pelas ruas, sem parecerem se importar se há plateia ao redor; a segunda, por outro lado, é relacionada aos donos de cães que os levam para passear à noite, e acabam se tornando os voyeurs das práticas entre cachorros.

Como identificar praticantes de dogging

O mais comum é que os encontros de dogging aconteçam em horários alternativos, preferencialmente na madrugada, justamente para garantir a privacidade de todos os praticantes. O mais comum é que se aproveite a janela das 22h às 6h da manhã.

Existem alguns códigos que podem ajudar a identificar não só quem são os praticantes, mas também qual é o limite até onde cada pessoa está interessada em ir. Se as luzes de dentro do carro estiverem acesas, significa que as pessoas ao redor podem assistir ao casal fazer sexo.

Caso as janelas estejam abaixadas, significa que pessoas que estão ao redor do carro podem se aproximar e participar com as mãos, passando-as pelos corpos das pessoas que estão participando. Vale acariciar, apertar ou mesmo inserir os dedos - o único limite é o consentimento da pessoa que está sendo tocada.

Agora, se as portas estiverem abertas, significa que todas as pessoas que estão presentes podem interagir e participar da transa. Não necessariamente a prática precisa acontecer dentro do carro: neste caso, a pessoa ou o casal podem sair e fazer sexo ao ar livre - seja interagindo com o veículo, como deitando no capô ou apoiando do lado de fora, ou não.

 


O que faz do dogging uma prática sexual excitante

A este ponto, você deve estar se perguntando: qual é a tara por trás do dogging? Além da possibilidade de se relacionar com mais de uma pessoa - uma fantasia sexual muito comum no Brasil e no mundo -, o que pessoas adeptas afirmam é que o DNA transgressor é a parte mais excitante.

Em uma reportagem em 2018, uma praticante, identificada como Silvia, definiu desta forma: “Transar com desconhecidos ao ar livre e pessoas assistindo é maravilhoso! O que mais me excita é o fato de estar com quem não conheço no meio da rua, nua e sendo desejada por vários homens. A mulher é sempre poderosa no dogging.”

O dogging vai contra um modelo preconcebido e socialmente esperado sobre o sexo e o casamento, que são calcados em valores monogâmicos, conservadores, com um quê de cláusulas contratuais. O fator exibicionismo e voyeurismo também entra nessa soma: para quem curte esses dois fetiches, o dogging é um prato cheio.

Tanto o ato de assistir quanto se sentir assistido transando em público, algo que é proibido no Brasil, atrai pelo quê de proibido (pelo envolvimento de mais de uma pessoa) quanto pelos riscos. Afinal, por aqui, o Artigo 233 Código Penal proíbe o sexo em local público. Quem for pego praticando pode ser condenado a três meses a um ano de prisão ou multa.

Mas isso não impede tanto o surgimento de adeptos como de pontos de encontro de pessoas praticantes de dogging. A organização, assim como de qualquer outro fetiche, acontece de maneira discreta, em fóruns na internet e grupos nas redes sociais. Neles, é possível encontrar endereços onde a brincadeira acontece.

Quero experimentar o dogging. Quais são as regras?

De acordo com as regras descritas em fóruns e grupos de redes sociais, as diretrizes estão ligadas à segurança e ao consentimento de todas as pessoas que decidirem se envolver.

Primeiro de tudo, é importante que a higiene pessoal esteja em dia. Quem quiser se jogar no dogging precisa estar limpo e apresentável. O uso de preservativo é obrigatório em todos os momentos. Todos os limites devem ser respeitados: se qualquer pessoa disser não, a prática precisa ser interrompida.

Outras regras básicas estão relacionadas ao sexo em si. Se não for convidado para a brincadeira, não se aproxime. Se estiver assistindo, nada de orientar ou fazer pedidos às pessoas que estão se exibindo. Quem for voyeur, aliás, precisa ter respeito a todo momento: insultos, palavras depreciativas e xingamentos não podem ser ditos.

Por fim, bolsas devem permanecer guardadas, e não é permitido filmar nem fotografar. Por isso, celulares e câmeras devem ficar guardados no porta-luvas.

 

Fonte: Revista Marie Claire

 

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